segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Domingo inusitado


Domingo de sol, início de primavera. Chamei a família (marido e filha) para visitar a feira da primavera, no largo do Campo Grande.
Como o domingo é o dia mais tranquilo pra sair, fomos de metrô. Na estação tinham umas pessoas fantasiadas, pintadas, com cabelos coloridos e roupas pra lá de animadas. Só lá pras tantas que descobri que era o pessoal que estava indo pro desfile LGBTQ+ (é quase o “abecedário” inteiro! Viva a diversidade!!!) e não para o show de Lorena Improta, como achei inicialmente. Acredito que a aventura no Dique do Tororó tenha sido bem melhor do que o show da dançarina. Apresentei um pouco do “centro da cidade” para minha filha, pois nos dias de hoje raramente ando com ela por essas bandas. Chegando no Campo Grande vi que estava cheio demais e caro demais para as plantas de sempre, mas foi legal.

Rosas do deserto superfaturadas

Comprei uns artesanatos e itens da fazenda, que adoro!!! Íamos pegar um Uber até a Lapa e de lá pegar o metrô. Mas minha filha, menina amarela que só sai de carro, encheu que queria pegar um ônibus até a Lapa, então fomos pra frente do TCA. Passou um Executivo, o famoso frescão, com destino ao Aeroporto. Motorista rapidinho, foi na praça da Sé e voltou. Tinha tudo pra ser um passeio agradável, quase um city tour. Até que chegou na Barra, numa rua que só passava um carro de cada vez, e entrou no ônibus uma baiana de acarajé e o seu auxiliar, que sentou num canto e fingiu que lá fora não tinham problemas a se resolver. Os outros dois auxiliares estavam lutando pra colocar o balaio no bagageiro do ônibus. Uma demora do cão, começou o buzinaço atrás do ônibus e até o motorista teve que descer. Depois de uns quinze minutos parado ali, o motorista manda telefonar pra garagem e dizer que o ônibus quebrou. Na verdade, era a porta do bagageiro que não se mantinha fechada. Arrastou devagarinho pra uma rua mais espaçosa e mandou todo mundo descer. Era o fim do conforto, do ar condicionado, da música agradável e das cadeiras confortáveis! O povo praguejava a tia do acarajé enquanto esperava outro ônibus. Em menos de 3 minutos passou um Estação Mussurunga (vindo do Campo Grande) e a gente pegou. 
Rota do ônibus Estação Mussurunga - Campo Grande

Estava vazio, então fomos pro fundo. Quando o coletivo chegou na orla, parecia que todos os banhistas resolveram entrar naquele ônibus. Naquele clima de invasão, quem primeiro apareceu foi uma mulher carregando um engradado de cerveja cheio de garrafas vazias e veio seguida do tiozinho do sacão de latinhas que mais fediam a urina do que cheiravam a cerveja. Na sequência vieram os banhistas de pouca roupa e vergonha, também. 

Olha o sacão de latinhas!

Sacaram uma caixinha JBL e começaram a tocar música eletrônica enquanto cantavam e dançavam saltando dentro do ônibus. O repertório não se limitou ao eletrônico, passando pelo sertanejo e pelo funk. Enquanto isso a rota daquela linha só fazia demorar mais e mais. Da Barra à Garibaldi, passando pela Lucaia e só voltando à Orla ao passar pela Magalhães Neto. Quando eu já imaginava ter que passar por aquele suplício até a última estação, eis que o pessoal pede o ponto e desce na Boca do Rio. Não demorou muito, entrou outro grupo de adolescentes conversando nas alturas mas, pelo menos, não estavam tocando nada. O ônibus pegou o retorno para seguir pela Pinto de Aguiar, quando percebi que um rapaz que estava de pé deu um pulo pra trás. A menina que estava dois bancos a frente vomitou. Fedor miserável, enquanto uns abriam as janelas, outros pediam papel e água. Minha filha começou a passar mal com aquela situação. O pessoal saltou logo no primeiro ponto com acesso ao metrô deixando pra trás os restos de vômito ainda mais evidentes e acabamos antecipando o nosso ponto, parando no shopping Paralela onde tivemos uns 40 minutos de tranquilidade e lazer até optar pela volta de Uber.
Saímos do Campo Grande às 18:05h. Chegamos ao shopping umas 20:25h. Minha filha disse que nunca mais vai desejar andar de ônibus! kkkkkkkkkkkkk
Será que é trauma?

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

De volta, de novo???

Vi o símbolo do Blogger e deu uma vontade gostosa de voltar a escrever. Melhor definindo: escrever qualquer coisa que não tenha vínculo com artigos científicos, fórmulas matemáticas, minhas madrugadas de trabalho, dias de estudo ou aqueles lindos status do WhatsApp com a foto da gatinha ou das cadelinhas (nem foto da filha tem rolado!).
A pergunta que não cala é outra. É o que ainda me move a escrever, pois há tempos deixei de ser a SUBVERSIVA que usei como título do blog. Como dizem aqueles que convivem comigo, estou mais para pirracenta! 
Hoje tenho 37 anos e estou bem longe da menina que começou a escrever neste blog (lá no Multiply) aos 22. Certamente tomou forma outro tipo de subversiva: uma que ama ser independente e dona do próprio nariz; aquela que aceita passar madrugadas trabalhando para atingir suas metas; ou a que foi atrás de sonhos mesmo quando todos disseram que era loucura. E quem disse que eu sou normal??
Ainda não defini o teor desse blog na sua versão 2018/2019, mas não tem muito vínculo com quem fui, pois hoje eu quero mais que aquelas coisas banais. 

Tatiane will be back

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Homem primata

Tenho pena de homens que ainda acham que mulheres são objetos. Meu cônjuge pode ter mil e um defeitos, mas me valoriza e me respeita. Não existe virtude maior. Porém, a vida é repleta de ironias! Depois de um final de semana maravilhoso e uma segunda-feira cujo objetivo dele era, unicamente, me dar prazer (sem contar que na terça teve reprise), eu recebi um convite inesperado! Não, o convite não foi do meu amor. Foi de um ex-namorado. Desde domingo ele estava tentando falar comigo, até que hoje o diálogo ocorreu. A conversa foi direta e reta: “Preciso de você... estou com vontade de fazer algumas coisas erradas contigo! Tipo carro, estacionamento, você...”. Eu levei na esportiva e, sabendo que ele não usa nenhuma droga (a não ser álcool), brinquei dizendo que queria fumar um, mas que o sexo só fica gostoso quando os dois fumam. Daí, o cara me diz que já posso fumar meu bek que ele vai passar pra me pegar e que me devolve em meia hora. No geral, eu levo mais tempo enrolando pra dizer o “não”, mas não resisti. “Meia hora? Eu vou passar três horas ‘ligada’ e você se satisfaz com meia hora? Ohhh meu bem, só ontem eu passei quatro horas entre fodas e chupadas e você vem me chamar pra meia hora?” Nem preciso dizer que isso soou como um “ciao”!
Acho graça que onze anos se passaram (de que a gente namorou) e o cara ainda pensa em me comer. Eu sei que tenho minha parcela de culpa, pois quando namoro alguém, me entrego de corpo e alma. Não existe meio termo. Se estiver solteira, vai depender do clima da pessoa... mas tenho minhas regras e limites.

Puta??? Com certeza... mas do meu marido e em nossa casa!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Se eu pudesse voltar no tempo...

Durante um tempo levando uma vida “normal”, cheguei a achar que havia reconquistado o direito de ter um momento só meu, onde não seria perturbada por nada, nem ninguém. Num lugar onde só havia a imaginação e o meu desejo de voar livre: meus sonhos.
Que ousadia minha usar um pronome possessivo para descrever noites aterrorizadas por uma mistura de passado e presságios. Infelizmente, o resultado para alguém que tem intensa atividade cerebral durante o sono é o esgotamento durante o dia... e este é o 11º dia desse jeito!
Ontem, enquanto tentava me desfazer dessa feição assustada que tenho carregado, fiquei imaginando no que faria minha vida diferente e percebi que eu precisaria de uma máquina do tempo.
Então, da sessão “Se eu pudesse voltar no tempo...”, vão os meus dois momentos:
#1. Voltaria em 2004 e não permitia que eu conhecesse um psicopata;
#2. Voltaria em 1992 e me afastaria completamente de um “mundinho mágico” que um dia me apresentaram e me disseram que eu estava predestinada a reiná-lo.

Talvez eu tivesse paz, certamente meu conhecimento seria reduzido, pois ignoraria a gnose, mas, ainda assim, seria feliz, pois os ignorantes são sempre felizes!


Nota do dia: “Sonhos são como deuses. Quando não se acredita neles, deixam de existir.”

sábado, 22 de agosto de 2015

Você não me quer mais?

E nessa semana a minha vida parece se resumir a uma música... dualidade do caralho!

Either with or without you
The [ten]* years we have had have been such good times
I still love you
But now I think it's time I live my life on my own
I guess it's just what I must do

Don't, don't you want me
You know I can't believe it when I hear that you won't see me
Don't, don't you want me
You know I don't believe you when you say that you don't need me
It's much too late to find, you think you've changed your mind
You'd better change it back or we will both be sorry.

* O original é "five"

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Um ano de saudades

Hoje completa um ano que minha avó se foi. Bateu uma saudade, até porque alguns fatos marcantes da minha vida aconteceram na casa dela. Dá saudade porque ela sempre foi uma pessoa muito altruísta, talvez a única em minha família. Sacanagem... quem merece ter saúde de ferro e vida longa são pessoas como ela. Mas era tempo... corpo doente, alma cansada e sofrida. E há um ano ela partiu, mas ficou aquele semblante de serenidade. Ela foi em paz e me deixou saudade.... ainda que eu nunca tenha expressado minhas sentimentalidades. 
Porque é tão fácil escrever num blog, mas difícil dizer estas mesmas coisas pra quem se ama?

Dias de abstinência tecnológica

Quanta saudade do meu blog! Percebi que desde que tirei o app Blogger do meu celular, eu não fiz mais postagens. Agora é que fudeu de vez: meu celular está com o Android corrompido (e não consigo consertar) e o tablet caiu no chão (com a tela pra baixo). Estou tendo que usar um Samsung Galaxy 5, com a sua tela minúscula! Só uma amizade muito boa ou um trabalho muito rentável pra que eu me permita usar o whats app naquela "enorme" tela de 2,8".
Contudo, o que mais me dói em estar há 5 dias sem celular não é a falta do whats app - até porque chego a passar uns 3 dias off, evitando os malas e aquelas intermináveis histórias de família que eu não quero saber -, mas saber que minha "vida sexual" era controlada por um app! 
Só faltei fazer um show pirotécnico no dia em que achei aquele lindo calendário menstrual! Era perfeito, me lembrava o período fértil, o dia em que ovulo, a data que a menstruação ia chegar, me permitia adicionar os sintomas, minhas fodas, ou seja: um ginecologista + marido perfeito na palma da minha mão! Era divino.... era! Acho que nem backup dos dados eu tenho! Vou ter que descobrir da pior forma qual dia vou menstruar, no máximo, tendo uns diários pitacos de como sou chata, manipuladora e ciumenta ao extremo, que são os lindos efeitos da minha TPM!
Adoro as coisas simples, como plantar, cozinhar, fazer artesanato, escrever à mão, mas percebi que para todas elas eu preciso de um toque de tecnologia. A semana está sendo reveladora! Pra terminar minha jornada de descobertas, hoje fui consultar os programas de notas fiscais. Enquanto a Nota Fiscal Paulista vive me dando dinheiro, na Nota Salvador (no município que vivo) eu não tenho um centavo pra contar qualquer história. É o que dar ser uma compradora virtual compulsiva!